Diversidade étnica e racial como identidade

Uma ação contra o bullying

A escola é um espaço fundamental para promover o debate sobre identidade, diversidade do povo brasileiro e as múltiplas questões ligadas à cultura e à sociedade. Refletir sobre quem somos, de onde viemos e como nos vemos – individual e coletivamente – é essencial para a construção de uma consciência crítica, empática e cidadã.

Pensando nisso, o Colégio Maximus – Unidade Palmares – desenvolveu o projeto “Diversidade étnica e racial como identidade: Uma ação contra o bullying”, de forma interdisciplinar, com os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Sob a coordenação do professor Bruno César de Gusmão e com o apoio de professores de diferentes áreas do conhecimento, os alunos participaram de rodas de conversa, atividades reflexivas e ações práticas voltadas à temática da identidade e da diversidade étnico-racial.

Como culminância, os estudantes participaram de uma palestra com o fotógrafo Luiz Leonardo Maia, seguida de um ensaio fotográfico colaborativo. Nessa atividade, os alunos foram organizados em grupos, assumiram diferentes funções e recriaram fotografias com as quais se identificavam, previamente selecionadas por eles. As imagens produzidas serão apresentadas em uma exposição programada para o segundo semestre, a qual proporcionará à comunidade escolar a oportunidade de vivenciar e compartilhar as reflexões, experiências e expressões artísticas que emergiram ao longo do projeto.

O projeto: ‘Diversidade Étnica e Racial contra o Bullying e o Racismo’ mobilizou os educandos do Ensino Médio e dos anos finais do Fundamental com um engajamento notável. Eles pesquisaram e selecionaram fotografias étnico-raciais autênticas de diversas culturas globais, recriando-as com seus próprios corpos e expressões, tornando-se protagonistas das imagens. 

Nesse processo, descobriram histórias invisibilizadas, confrontaram estereótipos e desenvolveram uma empatia crítica ao vivenciar simbolicamente outras identidades. O impacto da alteridade fez com que os estudantesrepensassem seu papel no mundo e na vida cotidiana, extrapolando o ambiente escolar. Como não poderia ser diferente, o projeto acabou sensibilizando e envolvendo toda a comunidade escolar, ao mostrar a riqueza da diversidade e a crueldade do preconceito. 

Com orgulho, posso concluir que o trabalho serviu como um espelho e um convite: espelho para questionar hierarquias raciais enraizadas, e convite à ação coletiva — provando que a arte, o autorreconhecimento e a representatividade são armas potentes na desconstrução do bullying racial e na construção de uma escola verdadeiramente humanizada”, comenta o professor responsável pelo projeto Bruno César de Gusmão.