Mordida não, Napoleão!

Um olhar pedagógico para a fase da mordida na primeira infância

No contexto escolar, especialmente entre crianças de 0 a 3 anos, a chamada “fase da mordida” pode ser compreendida como uma manifestação típica da fase oral descrita por Sigmund Freud, em que a criança ainda utiliza a boca como principal meio de exploração e de expressão emocional. 

Nesse período, ela ainda está aprendendo a se comunicar, a lidar com suas emoções e a interagir socialmente com outras pessoas. Como a linguagem verbal ainda é limitada, muitas vezes ela utiliza o corpo para expressar sentimentos como frustração, raiva, ansiedade ou até mesmo curiosidade, e a mordida acaba sendo uma dessas formas de expressão.

Além disso, fatores físicos também contribuem para esse comportamento. O nascimento dos dentes pode causar desconforto na gengiva, levando a criança a buscar alívio ao morder objetos ou até outras crianças. A exploração do ambiente também acontece por meio da boca, o que é característico dessa fase do desenvolvimento.

É importante compreender que, na maioria das vezes, a mordida não ocorre por maldade ou intenção de machucar, mas sim por falta de recursos emocionais e comunicativos. Por isso, a maneira como os adultos reagem a esse comportamento é fundamental. É necessário intervir de forma imediata, porém tranquila, explicando que morder machuca e não é permitido. Ao mesmo tempo, deve-se acolher a criança que foi mordida e orientar aquela que mordeu, mostrando alternativas mais adequadas de expressão, como o uso de palavras simples ou gestos.

Portanto, a fase da mordida deve ser entendida como uma etapa passageira do crescimento infantil, que exige paciência, atenção e orientação adequada por parte dos adultos. Diante dessa demanda, o Maximus Educação Infantil — Unidade Palmares criou o projeto “Mordida não, Napoleão”.

A estratégia da escola foi trabalhar com a contação de história e com a presença física de um cachorro de pelúcia, o Napoleão. As crianças devem fazer carinho e cuidar umas das outras para que o Napoleão fique feliz; quando ocorre a mordida, ele fica triste, assim como as professoras e os outros amigos. Ao interagir com a figura do cachorro, as crianças passam a associar que não se deve morder, reforçando a proposta do projeto. Além de fazer parte da rotina em sala de aula, Napoleão vai paraa casa dos alunos, com a proposta de ensinar que o carinho deve acontecer em todos os ambientes.

Assim, com afeto e intencionalidade pedagógica, o projeto “Mordida não, Napoleão!” contribui para que as crianças desenvolvam formas mais adequadas de se expressar, fortalecendo vínculos, empatia e convivência respeitosa desde os primeiros anos de vida.

Colégio Maximus

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